quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Um lugar melhor


     E ela estava ali, parada, somente pensando em como viveria a partir daquele momento. Como seria sua vida após a morte de seus pais? Será que voltaria tudo ao normal? Questionava-se Elizabeth.

Recomendação: Livre
Gêneros: Drama, Fantasia

Notas:

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Sugestão enviada por: Shayra Gomes Martins



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     E ela estava ali, parada, somente pensando em como viveria a partir daquele momento. Como seria sua vida após a morte de seus pais? Será que voltaria tudo ao normal? Questionava-se Elizabeth.
 Olhava atentamente para o pico de uma montanha, uma leve brisa toca em seu rosto macio, que a faz desabrochar um leve sorriso. Coisa que não fazia a mais de uma semana. O sol começa e se deitar naquela linda tarde de sábado. Então, ela se levanta, e segue o caminho para casa de sua tia, sua atual residência.

     No caminho encontra várias coisas desagradáveis, maus cheiros, lixos espalhados, cães de rua e até bêbados largados em um canto qualquer. Mais adiante, não consegue mais manter sua mente distraída, e acaba desmanchando-se em choro, lembrando da morte de seus pais.

     Um homem, com aparência rude, pele enrugada, grisalho, lá para os seus 70 anos percebe o choro da garota, e logo afirma: "O que houve mocinha, imagino que tenha perdido alguém especial...". Ela ergue os olhos lentamente, em direção aos olhos dele, e ainda soluçando pergunta: "Como o senhor sabe?". Logo ele responde: "Estou vivo há muito tempo, sei o significado de cada sentimento.". Ela se surpreende com a resposta do velho, e diz: "Eu perdi meus pais em um acidente de trânsito...", o velho apenas observa a expressão da garota e, após uma longa pausa, o velho finalmente diz: "A morte não é sinonimo de perda, e sim de evolução. Você estaria feliz, se seus pais estivessem aqui, neste lixo em que vivemos...", aponta para os bêbados e para os lixos jogados, “... só para que você se sinta protegida e acolhida por eles? Você não acha que eles merecem muito mais do que isso?"

     A garota entristece um pouco, e logo diz: "Não, eu apenas quero o melhor pra eles.", o velho não perde tempo e diz: "Então estampe um sorriso nesse rosto, pois eles estão em um lugar muito melhor, olhando você a cada segundo! Eles te amam, e você os ama... Isso é o que importa. Se você quer fazer algo por eles, que reze!". Logo a garota abre um largo sorriso, e toda feliz agradece: "Muito obrigada senhor...", busca o velho com os olhos e não encontra. Não dá muita importância e logo segue seu caminho.

     Chegando à casa de sua tia, sorrindo, se larga no sofá e começa a olhar pro teto, apenas pensando no que havia escutado. Sua tia a vê no sofá e não perde a oportunidade: "Vejo que essa volta te fez bem! Encontrou um anjo, foi?", e, com o sincero sorriso ainda aberto, diz: "Não sei se era anjo, tia. Mas me disse coisas maravilhosas!".

     Chegada à noite, põe-se a dormir. Quando acorda, resolve sair novamente. Durante a caminhada, acaba tropeçando e caindo. Alguém estende-lhe a mão, quando levanta-se e olha melhor o rosto, percebe que é o velho, e, antes que dissesse algo o velho diz: "Você não fez o que eu disse.", ela não entende e pergunta: "O que? E como sabe?", o velho responde: "Você não rezou por seus pais, eu apenas sei.", ela sente um cutucão pelas costas, olha pra trás, e quando vira-se de novo já não tem mais ninguém lá.

     Volta pra casa de sua tia sem entender, e logo se deita na cama. Começa a pensar em seus pais e resolve rezar pra eles. No outro dia de manhã, depara-se com seus pais ao lado do velho, ambos com asas brancas enormes, e antes que ela gritasse de alegria seu pai diz: "Obrigado, filha, pela sua oração, nos fez muito bem!" e o velho conclui: "Acho que terminamos nossa missão, agora temos que ir". Logo um clarão e eles somem. No exato momento ela acorda assustada, e desanima. "Foi só um sonho.". Caminha pelo quarto sente um perfume diferente no ar, olha pro chão e encontra uma pena.

15/02/11

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