segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Silêncio Forçado



     "Inferno, estou de saco cheio de vermes falando o que devo ou não devo fazer. Cansado te toda esta merda reproduzida através de sons emitidos por estas fossas imundas chamadas de boca. Quero o silêncio deles! NÃO AGUENTO MAIS!". Debruçado sobre uma mesa de trabalho, força o polegar resultando em um lápis partido ao meio. Algumas folhas rabiscadas, uns traços quase indecifráveis, porém mal dá para identificar um cadeado.

Recomendação: +16
Gêneros: Drama, Suspense, Ação, Fantasia, Horror, Mistério

Notas:

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     "Inferno, estou de saco cheio de vermes falando o que devo ou não devo fazer. Cansado te toda esta merda reproduzida através de sons emitidos por estas fossas imundas chamadas de boca. Quero o silêncio deles! NÃO AGUENTO MAIS!". Debruçado sobre uma mesa de trabalho, força o polegar resultando em um lápis partido ao meio. Algumas folhas rabiscadas, uns traços quase indecifráveis, porém mal dá para identificar um cadeado.

     Então, num gesto brusco se levanta, apoiando suas mãos sobre a mesa, e retira-se de seu escritório. Um local agradável, formal e simples, aparentemente arejado e com um toque natural quanto a decoração de madeira. Desce as escadas, encontrando-se na cozinha. Caminha alguns metros, em direção a uma porta robusta e enegrecida, de madeira. Quando abre a porta, depara-se com sua cama desarrumada. Se deita por cima da bagunça, sem pouco se importar, e adormece.

     Um zumbir de algo na madeira de sua mesa de cabeceira interrompe seu sono desconfortável. Abre os olhos, e age por impulso como se estivesse em uma queda, e tocasse o solo. Suado, olhos trêmulos e pupilas dilatadas, repousa seus pés numa pantufa ao lado da cama, alcança os óculos sobre a mesa, acomoda-os em seu rosto e checa o motivo do zumbido. Era seu celular vibrando, informando o horário na tela. Eram 7:00h do dia 16 de Abril.

     "Ah, não... Tenho que trabalhar. Aguentar tudo aquilo de novo...", pensou. Pressionou um botão no celular para que parasse de vibrar, levantou-se e se dirigiu ao banheiro. Enxaguou rapidamente seu rosto, secou e saiu. Voltou ao quarto, apanhou uma calça que estava pendurada em uma cadeira e a vestiu, sem mesmo tirar o pijama. Trocou de camiseta e foi ao trabalho.

     Fez seu trajeto rotineiro, sem alteração alguma, repousou sobre uma cadeira confortável, e pôs-se a ligar seu computador. O monitor ascendeu, e no mesmo momento sentiu um sabor de metal na boca, mas ignorou. Quando o computador acaba a função de ligar, seu companheiro de sala chega. Escancara a porta com brutalidade, larga algumas pastas sobre a sua mesa, espalha-se na outra cadeira da sala, e debruça seus pés sobre a outra mesa. "Caralho, tô com uma puta dor de cabeça, então não começa a encher o saco, e faz essas porras aí, que coloquei na sua mesa.", disse seu companheiro.

     Sentiu seu sangue ferver instantaneamente, apoiou os cotovelos sobre o teclado e apoiou sua cabeça com suas mãos, engolindo seus cabelos com os dedos. Seus olhos lacrimejaram, e então tudo começou a escurecer rápido demais. Teve tempo apenas para olhar para os lados, e tudo que conseguiu enxergar foi um sorriso.

     Acorda naturalmente, porém com uma dor de cabeça suportável. Olha para onde seu amigo estava, e só encontra a sala vazia, com alguns vestígios de sangue, quase imperceptíveis. Sai da sua sala, e encontra uma pilha de corpos arranhados, e sujos de sangue, ainda respiravam, mas estavam inconscientes. Todos tinham três cadeados trancando seus lábios. O prédio todo estava manchado com sangue, tudo estava quebrado e em ruínas. Automaticamente entra em pânico, olha para suas mãos e sente o sangue debaixo de suas unhas. Começa a lacrimejar sem acreditar no que estava acontecendo, desesperado. Sai do prédio correndo, e quando alcança a rua, nota que está tudo normal, suas mãos não estão sujas. Ganhou coragem, e entrou novamente no prédio. Tudo estava em seu devido lugar, as pessoas trabalhavam normalmente, apesar de não reconhecer o rosto de ninguém, não havia nada quebrado, tudo perfeito.

     Seu coração começou a relaxar, sua respiração a se normalizar e voltou para sua sala, sem entender nada. Quando volta encontra sua sala sem ninguém, volta a sua posição de trabalho e abre a gaveta da mesa do seu companheiro, que sempre estava trancada, mas por um provável descuido do mesmo estava levemente aberta. Quando termina de escancarar a gaveta percebe no fundo vários cadeados jogados, sujos de sangue seco, como se estivesse lá já fizesse alguns dias. Sente sua calça vibrar, enterra sua mão no bolso e resgata o celular do fundo. Era 7:00h do dia 13 de Julho. Junto aos cadeados havia um bilhete, nele estava rabiscado: "Cuidado com o que deseja".

24/07/12

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