quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Um Pássaro, uma Janela e uma Cicatriz


     Desliguei o chuveiro, a neblina de vapor ainda era intensa, abri o Box, entra aquele friozinho. Peguei minhas roupas que estavam jogadas em cima do vaso, me vesti devagar, pendurei a toalha no Box e fui para o meu quarto. Sentei na beira da cama, olhando fixo para o chão, e lembrei-me da caminhada. Pensei: "Foi cansativo, mas valeu à pena!". Tirei minhas pantufas, entrei debaixo das cobertas e dormi.

Recomendação: +13
Gêneros: Drama, Ação, Fantasia, Mistério, Suspense
Avisos: Mutilação, Violência

Notas:

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     Mais um dia de tédio, resolvo sair. Como eu não saia mais de casa, achei que seria bom pra eu tomar um ar, dar uma volta. Caminhei bastante e resolvi voltar pra casa. Assim que cheguei, fui direto para o chuveiro, e tomei um banho. Um banho confortável, delicioso e relaxante.

     Desliguei o chuveiro, a neblina de vapor ainda era intensa, abri o Box, entra aquele friozinho. Peguei minhas roupas que estavam jogadas em cima do vaso, me vesti devagar, pendurei a toalha no Box e fui para o meu quarto. Sentei na beira da cama, olhando fixo para o chão, e lembrei-me da caminhada. Pensei: "Foi cansativo, mas valeu à pena!". Tirei minhas pantufas, entrei debaixo das cobertas e dormi.

     Acordei com um barulho estranho, levando com dificuldades, e vou até junto da janela. Vejo uma marca de sangue, e resolvo verificar. Abro a janela e vejo um pássaro caído bem embaixo da janela. Olho para a estrada e vejo dois adolescentes correndo. Não perco a oportunidade e grito: "Vocês vão para o Inferno! E sofrerão o mesmo que o pássaro.".

     Arrumo-me, como algo, coloco meus fones de ouvido, coloco meu celular para tocar música, e o enterro em meu bolso. Saio de casa, e vou voltar a caminhar, deixar o sedentarismo de lado. Vou até o mesmo ponto que havia caminhado da última vez, e percebo que não estou tão cansado como antes, e que ainda está cedo. Resolvo ir mais longe. Vejo uma trila irresistível por entre às árvores e resolvo segui-la. O caminho com cheiro puro e cores vivas me dava mais força. A cada passo, sentia um aperto cada vez maior, não sei se era psicológico, mas incomodava.

     Foi então que avistei uma casa, velha e com cara de abandonada, um tom tenebroso, e com um ranger assustador. Sem contar com o barulho do vento nas árvores, que piorava tudo. Como já havia chego até ali, achei que não deveria perder a oportunidade de espiar a casa por dentro. Checo pelos vidros, mas não enxergo nada. Escuto um ruído, que vem de dentro da casa. Brilhante como sou, resolvo entrar e ver.

     Mal encosto na porta e ela se abre, como mágica. Dou o primeiro passo e vejo muito sangue pelo chão, ainda estava líquido, sinal de que era recente. Vejo gotas de sangue, pingando na poça. Olho para o teto da casa, e vejo mais sangue. Já assustado, nem pensei em como aquilo poderia ter acontecido. Vejo uma poltrona, e um rastro de sangue, que terminava logo atrás dela.

     Vou olhar, e vejo um corpo, todo ensanguentado. Aterrorizante. Olho pra trás, e vejo o vulto duas pessoas correndo. Não penso duas vezes e vou atrás. Enquanto os sigo, lembro dos adolescentes que mataram o pássaro e como era semelhante às roupa deles. Vejo que eles pararam de correr, e me aproximo, logo noto que realmente eram eles. Quando vou tocar em um deles, sinto o chão se abrindo, logo percebo que não estou mais na floresta, mas sim no próprio inferno. Pelo menos é o que aparenta.

     Um dos adolescentes surge do nada, e começa a falar coisas que eu não conseguia entender. Então o outro aparece, e noto que um completa a fala do outro. Eles diziam: "Você disse que iríamos sofrer no inferno, não foi? Estamos aqui, e agora você vai sofrer conosco!".

     Os dois se abraçam, e se fundem, se transformando num demônio, com uma aparência horrível. Começam a correr em minha direção, com suas garras compridas e afiadas apontadas para o meu pescoço. Quando vão me tocar, um pássaro surge por trás de mim, e fica no caminho, sendo dilacerado pelas garras do demônio. Logo em seguida ele agarra meu pescoço e escuto o mesmo barulho... Aquele, que deu início a tudo isso, do pássaro na minha janela.

     Por impulso abro os olhos, e percebo que estou no meu quarto, minhas cobertas estão jogadas no chão e eu estou encolhido e suado. Vou ver o que houve desta vez na janela. Não tinha sangue, bom sinal, abro a janela e olho pra baixo. Um jornal jogado, junto, e vou ler.

     Assim que li a manchete do jornal fiquei todo arrepiado. Na manchete dizia: "Dois adolescentes foram atropelados, e morreram após duas horas agonizando, sem serem socorridos". Na foto estavam os dois garotos abraçados, deitados numa enorme poça de sangue e um pássaro pousado ao lado, como se fizesse questão de pisar no sangue deles.

     Achei que tudo acabava por aí, pois eu já estava todo arrepiado e com muito medo. Resolvi lavar meu rosto, pra tentar esquecer. Seco meu rosto, com a toalha, e quando olho, percebo que há uma cicatriz enorme no meu pescoço.

14/06/11

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